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13 de ago. de 2015

Trio recorreu à primeira condenação. Agora pena subiu para mais de 40 anos

Durante julgamento de recurso, a turma julgadora da 9ª Câmara de Direitos Criminal do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) aumentou a pena dos três acusados de assassinar a dentista Cynthia Magaly Moutinho de Souza, cujo corpo foi queimado durante um assalto ao seu consultório, no Jardim Hollywood, em São Bernardo, em abril de 2013. A decisão ocorreu na última sexta-feira (06/08), mas a notícia só foi divulgada nesta terça-feira (11/08).

Na primeira condenação, Victor Miguel Souza Silva e Thiago de Jesus Pereira pegaram 37 anos de prisão, mas agora foram condenados a 44 anos e cinco meses de reclusão, além do pagamento de 39 dias-multa. Já Jonatas Cassiano Araújo tinha sido condenado a 36 anos de reclusão, mas agora, sua pena subiu para 43 anos e dois meses de prisão e também ao pagamento de 39 dias-multa. Todos devem cumprir a pena em regime inicial fechado pelos crimes de roubo, extorsão, latrocínio e formação de quadrilha.

Conforme o TJSP, o relator do recurso, desembargador Roberto Solimene,justificou seu voto para a condenação dos acusados afirmando que a ação do trio demonstrou total insensibilidade e causou grande comoção social.


“O desconhecimento da compaixão como traço de humanidade, o egoísmo e mesmo o egocentrismo dos agentes, que só se preocuparam com seus interesses, jamais se ocupando em refletir sobre o papel social e familiar da vítima morta, sabidamente arrimode família, econômico e psicológico, deixando pais idosos e irmã hipossuficiente, produzindo tristeza inamovível, tudo a exigir censurabilidade especial e com repercussões na dimensão das prisões.”
O crime

Um homem chegou ao consultório de Cinthya e pediu para ser atendido. Enquanto era examinado, outro homem chegou, e a dupla rendeu tanto a dentista quanto uma paciente que estava no local. Buscando dinheiro, os assaltantes (neste momento já tinham a companhia de mais um) pegaram o cartão bancário de Cinthya, mas um deles, que foi o responsável por ir ao caixa eletrônico, voltou com a informação de que só havia R$ 30 disponíveis para saque.

Revoltado com a quantia pequena, um deles jogou álcool e ateou fogo na vítima, que não resistiu e morreu antes da chegada de qualquer socorro. De olhos vendados pelos ladrões, a testemunha nada conseguiu fazer. Os criminosos fugiram.

Após investigação da polícia e da mãe de um deles reconhecer o filho nas imagens das câmeras de segurança do posto de conveniência onde o dinheiro da dentista foi sacado, todos os envolvidos foram presos. Além dos três acusados, na ocasião, um menor de idade também participou do crime e cumpriu pena na Fundação Casa.

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